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Que o suceder de nossa vida não seja apenas um aglomerado, um
passar de dias ociosos, fúteis, vazios de significado.
Que cada hora de nossa vida seja o agradecimento da oportunidade
que nos está sendo dada.
Não importa a situação que ocupemos nesta vida na Terra: o
grande executivo, o simples operário, a criatura humilde que passa despercebida
de todos.
Temos o nosso papel de importância máxima no desenrolar da
vida.
Não usemos a palavra como punhal para ferir, retalhar e destruir
corações, causando mágoas, ódios e ressentimentos.
Que nossa palavra seja o bálsamo para aliviar a opressão, a
tristeza, a escuridão que tantas vezes oprime os corações.
Ah, quisera eu que entendessem, agora, o quanto, na simplicidade
da vida, no seu dia-a-dia, poderão ser úteis, com sua diligência, seu amor,
seu gesto de atenção, sua serenidade na hora certa.
Que tal oportunidade não se perca ante tantas ilusões, tantas
distrações do caminho!
Que não sejam cegos da alma, caminhando rumo a um objetivo sem
nada mais verem ao seu redor, deixando de semear, alimentando-se de glórias
efêmeras, para, ao fim, colherem apenas o vazio e a desilusão.
Semeemos enquanto caminhamos; sejamos generosos de amor, de
sorrisos, de compreensão.
De pequeninos atos é feita a vida. Deus não espera de nós que
conquistemos o mundo, mas espera que conquistemos corações, que alegremos a
vida dos sofredores, que ajudemos a erguer os caídos.
Não foi entre grandes sábios que Cristo buscou seus
discípulos. Buscou-os entre gente simples, cuja riqueza só estava no
coração, na alma que floresceria com os seus ensinamentos.
A glória do mundo é efêmera e traz o gosto do vazio e da
desilusão. A conquista do reino espiritual nos dá a paz, a alegria
imorredoura, a certeza de que jamais estaremos sós.
Façamos a nossa escolha, portanto, buscando para começo o
equilíbrio, o comedimento das emoções e a fé inabalável de que o Cristo é
por nós, agora e sempre.
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